Particionamento do disco rígido é um dos primeiros quesitos a serem considerados antes de instalação de um sistema operacional. Uma partição é um espaço no disco rígido destinado a receber um sistema de arquivos (ext3, ext4, reiserFS, xfs, FAT, NTFS entre outros) ou uma outra partição mas antes de fazer o particionamento propriamente dito é necessário entender algumas variáveis relativas ao assunto. 1. Tipos de partição Existem três (03) tipos de partição, a primária, a estendida e a lógica. As partições primárias e estendidas são as principais e é importante saber que num disco rígido existem somente quatro partições principais.
Partição Primária
Este é o tipo de partição que contém um sistema de arquivos. Num disco deve existir no mínimo uma (01) e no máximo quatro (04) partições primárias, dessa forma se um disco rígido possui quatro partições primárias, nenhuma outra partição poderá existir no mesmo. Deve-se saber também que somente esta partição é inicializável, logo a instalação dos arquivos de inicialização de um sistema operacional devem ser feitos neste tipo de partição.
Nos Sistemas Windows as partições do disco são conhecidas pelas letras do alfabeto, enquanto que nos sistemas GNU/Linux as partições recebem uma denominação diferenciada, seguindo a seguinte lógica:
Se o disco rígido for do padrão IDE:
/dev/hda1
/dev/hda2
/dev/hda3
/dev/hda4
Se o disco for do padrão SATA:
/dev/sda1
/dev/sda2
/dev/sda3
/dev/sda4
Como observação, em todos os casos o disco rígido está na primeira controladora IDE ou SATA. Caso estivesse na segunda controladora, por exemplo, a denominação recebida pelo sistema seria /dev/hdb1,2,3 ou 4 no caso dos IDE`s e /dev/sdb1,2,3 ou 4 no caso dos SATA`s.
Partição Estendida
Para aumentar o número de partições disponíveis, utiliza-se a partição estendida, que pode suportar até 64 partições lógicas. Um usuário que necessite de um número maior do que as quatro partições primárias que são permitidas deve utilizar uma partição estendida e dentro desta criar as demais partições. A partição estendida não armazena dados, e sim outras partições lógicas.
Para particionar um disco, precisa-se analisar alguns requisitos, como:
> Funçao da máquina (workstation, server, etc...)
> Ambiente interno ( quantidade de usuários)
> Tamanho da memória RAM.
Sistema de arquivos (file systems)
Após a definição do particionamento, inicia-se a formatação lógica, que é feita pelo sistema operacional para a criação do sistema de arquivos.
O sistema operacional precisa de um sistema de arquivos no disco rígido para que possa efetuar a leitura/gravação dos dados nele inseridos, vale ressaltar que cada partição só tem um tipo de sistema de arquivos.
Existem inúmeros sistemas de arquivos, os mais comuns usados por sistemas Windows são:
FAT (File Alocation Table) : é o sistema de arquivos padrão do DOS e do Windows.
VFAT (Virtual File Alocation Table) : é um modo protegido do FAT, usado pelo Windows 95. É compatível com FAT e a principal diferença é o suporte a nomes longos de arquivos.
FAT32 (32-bit File Alocation Table) : apareceu juntamente com o Windows 95 OSR2, e supera a maioria das limitações da FAT.
NTFS (New Technology File System) : Sistema de arquivos padrão para o Windows NT e seus derivados.
Os mais usados por sistemas GNU/Linux são estes:
Ext2: Desenvolvido ainda nos primórdios do Linux como um substituto para os sistemas de arquivos usados pelo Minix (Sistema Operacional criado por Andrew Taunembaum, o Kernel do Linux foi baseado nele).
Ext3: Sucessor do ext2 mas que trouxe como melhoria somente o sistema de Journaling, que consiste em atribuir maior segurança aos dados no caso de uma reinicialização não planejada do sistema, como um queda de energia, por exemplo.
JFS: Sistema de arquivos da IBM que visa atender servidores com grande necessidade de armazenamento, como servidores de arquivos e bancos de dados.
ReiserFS: Surgiu posteriormente ao Ext3, o seu ponto alto é a excelente performance para gerenciar grande quantidade de arquivos pequenos. Outro fator positivo é quanto ao aproveitamento do espaço do disco.
XFS: Sistema nitidamente mais desenvolvido que o ReiserFS e o JFS. Dispõe de várias opções para ajuste de desempenho e documentação boa. Único sistema de arquivos a oferecer sistema próprio de quotas.
Ext4: Evolução do ext3, é um sistema de arquivos novo e já totalmente suportado pelo kernel.
Dicas de diretórios em partição separadas:
/home: Indicado para garantir maior segurança nos dados pessoais do usuários. A estratégia de deixar esse diretório numa partição separada se assemelha muito com o que é feito no Windows, separando as unidades C: e D:. Nos dois sistemas a idéia é separar os dados dos usuários do restante do sistema, dessa forma se houver algum problema com o sistema operacional os dados pessoais não serão afetados.
/boot: Contém os arquivos estáticos de inicialização do sistema. Caso haja algum problema em tais arquivos é possível formatar a partição sem comprometer o resto do sistema.
/tmp: Armazena arquivos temporarios gerados pelo sistema. Todos os usuarios tem permissao de leitura e escrita nele e geralmente ele é limpo a cada reinicializaçao. Por este motivo, devemos evitar guardar arquivos neste diretório. Para servidores ele deve ficar numa partiçao separada, pois a criação excessiva de arquivos temporários este único diretório poderá ocupar todo o disco rígido, derrubando o servidor. Numa particao separada ele pode lotar somente a particao, sem influenciar no desempenho do sistema.
/var: Em geral, contém informações que sofrem modificações durante a sessão, tais como log file, arquivos de spooling, arquivos temporários entre outros. Em servidores que geram muito log é indicado separar este diretório numa partição separada para que o mesmo não venha a comprometer o sistema.
Modelo para possível particionamento, pode ser usado para testes (considere um HD de 80 GB):
Partição Ponto de Montagem Tamanho Tipo de partição
/dev/sda1 /boot 200MB primária
/dev/sda2 / 10GB primária
/dev/sda3 swap 1GB primária
/dev/sda5 /usr 20GB lógica
/dev/sda6 /var 4GB lógica
/dev/sda7 /tmp 1GB lógica
/dev/sda8 /home 43GB lógica
Essa configuração é apenas um modelo. A partir disso, você pode monitorar as partições e ver se está de acordo com a finalidade da instalação do sistema. Como dito anteriormente, deve-se avaliar alguns quesitos antes de definir um esquema de particionamento para o disco.
Partição Primária
Este é o tipo de partição que contém um sistema de arquivos. Num disco deve existir no mínimo uma (01) e no máximo quatro (04) partições primárias, dessa forma se um disco rígido possui quatro partições primárias, nenhuma outra partição poderá existir no mesmo. Deve-se saber também que somente esta partição é inicializável, logo a instalação dos arquivos de inicialização de um sistema operacional devem ser feitos neste tipo de partição.
Nos Sistemas Windows as partições do disco são conhecidas pelas letras do alfabeto, enquanto que nos sistemas GNU/Linux as partições recebem uma denominação diferenciada, seguindo a seguinte lógica:
Se o disco rígido for do padrão IDE:
/dev/hda1
/dev/hda2
/dev/hda3
/dev/hda4
Se o disco for do padrão SATA:
/dev/sda1
/dev/sda2
/dev/sda3
/dev/sda4
Como observação, em todos os casos o disco rígido está na primeira controladora IDE ou SATA. Caso estivesse na segunda controladora, por exemplo, a denominação recebida pelo sistema seria /dev/hdb1,2,3 ou 4 no caso dos IDE`s e /dev/sdb1,2,3 ou 4 no caso dos SATA`s.
Partição Estendida
Para aumentar o número de partições disponíveis, utiliza-se a partição estendida, que pode suportar até 64 partições lógicas. Um usuário que necessite de um número maior do que as quatro partições primárias que são permitidas deve utilizar uma partição estendida e dentro desta criar as demais partições. A partição estendida não armazena dados, e sim outras partições lógicas.
Para particionar um disco, precisa-se analisar alguns requisitos, como:
> Funçao da máquina (workstation, server, etc...)
> Ambiente interno ( quantidade de usuários)
> Tamanho da memória RAM.
Sistema de arquivos (file systems)
Após a definição do particionamento, inicia-se a formatação lógica, que é feita pelo sistema operacional para a criação do sistema de arquivos.
O sistema operacional precisa de um sistema de arquivos no disco rígido para que possa efetuar a leitura/gravação dos dados nele inseridos, vale ressaltar que cada partição só tem um tipo de sistema de arquivos.
Existem inúmeros sistemas de arquivos, os mais comuns usados por sistemas Windows são:
FAT (File Alocation Table) : é o sistema de arquivos padrão do DOS e do Windows.
VFAT (Virtual File Alocation Table) : é um modo protegido do FAT, usado pelo Windows 95. É compatível com FAT e a principal diferença é o suporte a nomes longos de arquivos.
FAT32 (32-bit File Alocation Table) : apareceu juntamente com o Windows 95 OSR2, e supera a maioria das limitações da FAT.
NTFS (New Technology File System) : Sistema de arquivos padrão para o Windows NT e seus derivados.
Os mais usados por sistemas GNU/Linux são estes:
Ext2: Desenvolvido ainda nos primórdios do Linux como um substituto para os sistemas de arquivos usados pelo Minix (Sistema Operacional criado por Andrew Taunembaum, o Kernel do Linux foi baseado nele).
Ext3: Sucessor do ext2 mas que trouxe como melhoria somente o sistema de Journaling, que consiste em atribuir maior segurança aos dados no caso de uma reinicialização não planejada do sistema, como um queda de energia, por exemplo.
JFS: Sistema de arquivos da IBM que visa atender servidores com grande necessidade de armazenamento, como servidores de arquivos e bancos de dados.
ReiserFS: Surgiu posteriormente ao Ext3, o seu ponto alto é a excelente performance para gerenciar grande quantidade de arquivos pequenos. Outro fator positivo é quanto ao aproveitamento do espaço do disco.
XFS: Sistema nitidamente mais desenvolvido que o ReiserFS e o JFS. Dispõe de várias opções para ajuste de desempenho e documentação boa. Único sistema de arquivos a oferecer sistema próprio de quotas.
Ext4: Evolução do ext3, é um sistema de arquivos novo e já totalmente suportado pelo kernel.
Dicas de diretórios em partição separadas:
/home: Indicado para garantir maior segurança nos dados pessoais do usuários. A estratégia de deixar esse diretório numa partição separada se assemelha muito com o que é feito no Windows, separando as unidades C: e D:. Nos dois sistemas a idéia é separar os dados dos usuários do restante do sistema, dessa forma se houver algum problema com o sistema operacional os dados pessoais não serão afetados.
/boot: Contém os arquivos estáticos de inicialização do sistema. Caso haja algum problema em tais arquivos é possível formatar a partição sem comprometer o resto do sistema.
/tmp: Armazena arquivos temporarios gerados pelo sistema. Todos os usuarios tem permissao de leitura e escrita nele e geralmente ele é limpo a cada reinicializaçao. Por este motivo, devemos evitar guardar arquivos neste diretório. Para servidores ele deve ficar numa partiçao separada, pois a criação excessiva de arquivos temporários este único diretório poderá ocupar todo o disco rígido, derrubando o servidor. Numa particao separada ele pode lotar somente a particao, sem influenciar no desempenho do sistema.
/var: Em geral, contém informações que sofrem modificações durante a sessão, tais como log file, arquivos de spooling, arquivos temporários entre outros. Em servidores que geram muito log é indicado separar este diretório numa partição separada para que o mesmo não venha a comprometer o sistema.
Modelo para possível particionamento, pode ser usado para testes (considere um HD de 80 GB):
Partição Ponto de Montagem Tamanho Tipo de partição
/dev/sda1 /boot 200MB primária
/dev/sda2 / 10GB primária
/dev/sda3 swap 1GB primária
/dev/sda5 /usr 20GB lógica
/dev/sda6 /var 4GB lógica
/dev/sda7 /tmp 1GB lógica
/dev/sda8 /home 43GB lógica
Essa configuração é apenas um modelo. A partir disso, você pode monitorar as partições e ver se está de acordo com a finalidade da instalação do sistema. Como dito anteriormente, deve-se avaliar alguns quesitos antes de definir um esquema de particionamento para o disco.
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